A Polícia Civil do Maranhão, em conjunto com a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), prendeu nesta sexta-feira (18) um homem investigado por envolvimento em um caso de tortura em Santa Quitéria do Maranhão. A prisão ocorreu no cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca do município.

O suspeito é investigado pelos crimes de associação criminosa armada e tortura qualificada. A ação policial foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia Civil de Santa Quitéria, com apoio do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI/COSAR), da Polícia Militar.

Investigação aponta sessão de violência contra vítimas

Segundo as investigações, o crime de tortura em Santa Quitéria teria ocorrido no dia 25 de janeiro deste ano, no Povoado Sem Terra, localizado na zona rural do município.

De acordo com os autos investigativos, o homem preso, juntamente com outros indivíduos, teria submetido duas vítimas a uma sessão de violência física e psicológica. A ação teria sido realizada sob a justificativa de um julgamento promovido pelo chamado “Tribunal do Crime”.

Ainda conforme a investigação, as vítimas foram interrogadas sobre um suposto furto de motocicleta. Após negarem envolvimento no crime, elas teriam sido punidas com disparos de arma de fogo nas mãos.

Suspeito tentou fugir durante abordagem policial

Durante a operação desta sexta-feira (18), as equipes policiais localizaram o investigado em sua residência, em Santa Quitéria do Maranhão.

Segundo a polícia, ao perceber a chegada dos agentes, o suspeito teria fugido em direção a uma área de mata. Após perseguição, ele foi localizado e capturado pelos policiais.

Após os procedimentos realizados na delegacia, o preso será encaminhado para a Unidade Prisional de Chapadinha, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Ação conjunta entre polícias

A prisão por tortura em Santa Quitéria faz parte das ações integradas entre a Polícia Civil e a Polícia Militar para combater crimes praticados por grupos criminosos no interior do Maranhão.

A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos no caso e esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes apurados.