“Estou me sentindo um lixo. Só queria justiça, que ele pagasse pelo que fez”, disse a mulher de 40 anos que denunciou ter sido estuprada, agredida e roubada por um motorista de aplicativo no domingo (11), em Teresina. Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento em que o homem chegou até a frente da casa da vítima.

O crime foi denunciado à Polícia Civil. Ela foi encaminhada para o Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS), para fazer exame de corpo de delito.

"Não é por causa do dinheiro, não é por causa do celular, pelos bens materiais. Foi o que ele fez comigo. Eu não desejo para ninguém", lamentou a vítima.

Como ocorreu o crime?

A vítima relatou ter conhecido o criminoso em um aplicativo de transporte. Segundo ela, o homem possui uma motocicleta cadastrada no aplicativo, mas usou outra durante as três corridas que fez. Após o primeiro contato, ele pediu o número dela e justificou que seria para que os dois marcassem corridas sem a necessidade do uso da plataforma. No domingo (11), a chamou para sair.

Imagens da câmera de segurança de um vizinho mostram o carro do homem estacionado em frente à casa da vítima, às 20h33. Segundo ela, em determinado momento do trajeto, o motorista travou o carro e iniciou as ameaças.

"Ele disse que queria me levar para comer alguma coisa e eu aceitei e fui, pensando que ele era uma pessoa boa. Fomos para o rumo do Dirceu e eu afirmei que seria só amiga dele. Quando chegou ali na Ladeira do Uruguai, ele travou o carro e me mandou calar a boca", iniciou.

A mulher relatou ainda ter sido agredida durante o crime.

"Ele foi pra um lugar deserto, já no Gurupi, me mandou tirar a roupa e fez o que fez. Ele deu na minha cara, me agrediu. Depois, pegou meu celular, mandou desbloquear, me obrigou a fazer um Pix de R$ 1.500 e lá me deixou. Eu saí gritando e pedindo socorro", disse a vítima.

Mulher foi socorrida por homem que passeava com criança

A vítima relatou ainda que conseguiu correr para outra rua do bairro, local onde encontrou um homem que passeava com uma criança. Ela foi socorrida e a Polícia Militar acionada.

"Eu gritei para ele me socorrer, me ajudar. Ele chamou a polícia, que me deu apoio. Eles conseguiram identificar ele, foto e nome completo. A Rocam foi em dois endereços dele, mas não encontraram", completou a mulher.

Após fazer um boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira, foi encaminhada para o Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS), para fazer exame de corpo de delito.

As polícias civil e militar seguem em busca do suspeito.