BRASÍLIA – O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou a análise das representações por quebra de decoro contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). O adiamento ocorreu após pedido de vista apresentado durante a sessão.

Os parlamentares são investigados por participação na invasão da Mesa Diretora da Câmara, em agosto de 2025.

Episódio investigado

Na ocasião, os deputados impediram o então presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ocupar a cadeira no plenário.

O ato foi realizado como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da votação de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Relatório e punições

O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União-CE), votou pela suspensão do mandato dos três parlamentares por dois meses.

“Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”

Ele também criticou a tentativa de pressão política por meio da ocupação do espaço físico do plenário.

“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”

Outros processos

Além dessa representação, o deputado Marcos Pollon responde a outro processo relacionado ao mesmo episódio.

Em um dos casos, o relator Ricardo Maia (MDB-BA) recomendou a suspensão do mandato do parlamentar por 90 dias.

Pollon também é acusado de proferir ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta durante a ocupação do plenário.

Próximos passos

O pedido de vista foi feito pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Com isso, a análise das punições foi adiada e deve ser retomada na próxima semana pelo Conselho de Ética.