Uma estudante de 17 anos ficou ferida após ser atingida por uma linha de pipa no pescoço, na tarde desse domingo (17), em Santa Inês, a 252 km de São Luís. O acidente aconteceu na Avenida Patativa, no Parque Santa Cruz, quando a vítima estava na garupa de uma moto, a caminho da casa de uma amiga.

Segundo a vítima, a linha apareceu de repente e ficou presa no pescoço dela. A estudante contou que conseguiu parar a moto, mas a linha continuou sendo puxada, o que provocou o ferimento (veja no vídeo acima).

A adolescente disse que percebeu a gravidade da situação ao ver, pelo retrovisor, a linha cortando o pescoço.

“Foi agoniante, eu consegui ver no retrovisor da moto a linha me cortando”, relembrou a estudante.

Depois do acidente, os pais da amiga da vítima limparam o ferimento com soro. Em seguida, ela foi com o pai à delegacia e registrou um boletim de ocorrência.

Segundo a estudante, a polícia informou que vai reforçar o patrulhamento na região.

A adolescente também afirmou que é comum ver pessoas empinando pipa no local onde o acidente aconteceu. De acordo com ela, crianças e adultos costumam ocupar a área, que fica movimentada durante grande parte do dia.

“Desde crianças até pais de família. Lá é lotado de gente o tempo todo”, afirmou.

Lei proíbe venda e fabricação de cerol e 'linhas chilenas' no Maranhão

No Maranhão, a Lei 11.821, de 12 de setembro de 2022, estabelece multa de até R$ 5 mil a quem descumprir a Lei 11.344/2020 que proíbe a comercialização da substância constituída de vidro moído e cola (cerol), da linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio (linha chilena) e de qualquer outro produto utilizado nessa prática que contenha elementos cortantes.

O Programa Estadual de Proteção do Consumidor (Procon-MA) é o órgão responsável pela fiscalização e comercialização da venda de cerol, cujas sanções também estão previstas no Código de Defesa do Consumidor, com base na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.